23.04 Posse da secretária de comunicação, Juliska Azevedo - Foto Rayane Mainara (3) (1)

Imagem: Rayane Mayara

O governador Robinson Faria empossou nesta quinta-feira (23) a nova secretária de Comunicação do Estado, a jornalista Juliska Azevedo. A cerimônia de posse foi realizada no Gabinete da Governadoria e contou com a presença de familiares e secretários de Estado.

Robinson Faria deu as boas vindas a Juliska e disse estar seguro e confortável por ela ter aceito o desafio. “Agradeço e desejo êxito a Juliska, que já conheço o trabalho desde quando me ajudou bastante na Assembleia Legislativa. Além de competente, Juliska tem comigo o compromisso da lealdade, que é muito importante para o governo”.

O governador destacou também o trabalho desenvolvido pela jornalista Georgia Nery, que deixa o cargo de secretária de Comunicação, mas continua na equipe do governo. “Agradeço o trabalho feito por Georgia que sempre esteve ao meu lado, mesmo antes de eu ter tomado posse”.

Juliska Azevedo assumiu o compromisso com o governo e agradeceu o convite para esse novo desafio. “Quero agradecer ao governador Robinson Faria pela confiança que deposita em mim ao me convidar para assumir a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado e falar do meu completo compromisso com o governador e com a gestão. Dizer que os secretários podem contar comigo para que juntos possamos fazer um governo diferente para o Rio Grande do Norte, e à imprensa que estou aqui para fazer a ponte com total transparência e ética”.

A ex-secretária de Comunicação, Geórgia Nery, disse que a vinda de Juliska para a assessoria é um ganho para o governo. “Uma profissional completa que só vem agregar à equipe. Tenho certeza que todos terão seu apoio e o de sua equipe para dar visibilidade aos trabalhos das secretarias”.

Participaram da cerimônia o vice-governador, Fábio Dantas, a secretária-chefe da Casa Civil, Tatiana Mendes Cunha, os secretários da Agricultura, Aroldo Abuana, da Semarh, José Mairton França, a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres do RN, Maria Tereza Freire, os diretores do DEI, Paulo Araújo, da Fundac, Ricardo Cabral, da Emparn, Alexandre Medeiros, e da Potigás, Carlos Alberto Santos, jornalistas que atuam no governo e familiares da secretária.

Perfil

Juliska Azevedo é formada em Jornalismo pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação pela Universidade Potiguar. Foi Editora Executiva e colunista do Diário de Natal, onde atuou ainda como repórter e editora de Cidades, Política e Economia. Foi correspondente do Portal Terra, âncora de programa de televisão na TV Ponta Negra e comentarista no Jornal da 96,7 FM e no Clube Notícia da 97,9 FM. Trabalhou na Assessoria de Imprensa do Governo do Estado, da Vice-Governadoria e da Assembleia Legislativa do RN, tendo também feito assessoria e consultoria em comunicação para empresas privadas. Foi professora convidada da pós-graduação em Assessoria de Comunicação Pública e Política da UnP. Nos últimos dois anos, Juliska Azevedo estava ocupando o cargo de secretária de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A jornalista é ainda secretária-geral do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça.

 ASSECOM/RN

congressoemfoco,uol.com.br

Inconformada com a aprovação na Câmara do projeto de lei que regulamenta e amplia a possibilidade de terceirização para todas as atividades, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promete intensificar os protestos contra a proposta e ameaça até convocar uma greve geral. Com a aprovação dos destaques ontem à noite, o projeto de lei (PL 4330/2004) segue para o Senado. “Estaremos na rua e teremos um 1º de maio de muita luta e mobilização em todo o país. Vamos ampliar as mobilizações, fazer novos dias de paralisações e, se necessário, uma greve geral para barrar esse ataque nefasto e criminoso aos direitos da classe trabalhadora brasileira”, declarou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Nos últimos meses, a CUT liderou um movimento nacional contra a ampliação das terceirizações. Em nota, Vagner acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “apunhalar” os trabalhadores e suas conquistas históricas ao avalizar a aprovação da emenda que autoriza a terceirização em atividade-fim das empresas.

A emenda foi aprovada por 230 votos a 203. Sua aprovação inviabilizou a votação da proposta do PT de proibir a terceirização para atividade-fim, o que gerou protestos de deputados petistas.

Uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) limita atualmente esse tipo de contratação à atividade-meio. Ou seja, uma escola pode contratar serviços de segurança ou limpeza terceirizados. Com a mudança na legislação, instituições de ensino poderão contratar, por exemplo, professores terceirizados. A mudança, na avaliação da central sindical, fragiliza os direitos dos trabalhadores.

Os deputados também aprovaram ontem a redução, de 24 para 12 meses, da quarentena que o ex-funcionário de uma empresa deve cumprir para que possa prestar serviços por meio de uma terceirizada. Com essas mudanças, Vagner diz que a Câmara “piorou” a proposta, que já era considerada nociva aos trabalhadores pela CUT.

O sindicalista afirma que a mobilização continuará para convencer os senadores a mudarem o projeto. “A luta não acaba com a votação na Câmara, o projeto ainda passará no Senado”, afirmou.

André Ramalho e Rodrigo Polito
Valor Econômico

petro

Fora do alcance do projeto de lei que regulamenta a terceirização do trabalho (PL 4.330/2004), a Petrobras e suas subsidiárias têm cerca de 360 mil empregados terceirizados que aguardam a regulamentação de suas condições trabalhistas pelo governo. Enquanto o Congresso discute a proposta que amplia as possibilidades de contratação de terceirizados para atividades fim das empresas privadas, o movimento sindical alerta que a estatal já atua à margem da legislação vigente e que, na prática, já é enquadrada como responsável solidária em alguns casos.

Segundo o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, a terceirização na Petrobras vai hoje desde áreas como manutenção até serviços de perfuração de poços. “Quando a Petrobras afreta navios, a operação é da terceirizada. A empresa contrata a plataforma e o serviço da perfuração. Entendemos que é terceirização da atividade-fim”, afirma Rangel, que defende o arquivamento do projeto proposto pelos deputados.

De acordo com dados da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a relação é de cinco terceirizados para cada trabalhador próprio no Sistema Petrobras. Em 1995, havia mais concursados que terceirizados: 46 mil por 29 mil.

SEM DEFINIÇÃO CLARA

Já para Luiz Cezar Quintans, advogado especializado no setor petrolífero, não há uma definição muito clara sobre a atividade-fim e o que a estatal terceiriza ou não. De forma geral, segundo ele, a companhia não terceiriza sua atividade-fim. Apesar de a Petrobras contratar equipamentos e empresas para a os trabalhos de perfuração, por exemplo, o advogado lembrou que a gestão dessa atividade é feita por funcionários da própria petroleira. “É a Petrobras que decide onde furar o poço”, ressaltou ele.

Quintans acredita que, na prática, não haverá muitas mudanças na relação da Petrobras com seus terceirizados, com a exclusão das empresas de economia mista do Projeto de Lei da Terceirização.

Rangel, da FUP, lembra que a terceirização já responde hoje por dívidas das contratadas com trabalhadores e por acidentes de trabalho. “No nosso acordo coletivo de 2013 [com a Petrobras], por exemplo, colocamos uma cláusula instituindo um fundo garantidor, que é a retenção do percentual das faturas lançadas às empresas. Esse percentual cobre os custos trabalhistas no caso de calote por parte da terceirizada”. explica. Procurada, a Petrobras não respondeu.

Jorge Béja

Foi melancólica a entrevista coletiva da alta cúpula da Petrobras que reuniu, ontem, a imprensa nacional e internacional para divulgar o Balanço Final da estatal do ano de 2014. A TV GloboNews até que chegou a transmitir ao vivo. Mas não demorou muito, tanta era a lengalenga, que e a emissora dividiu a tela: à esquerda, a imagem sem som da exposição feita na sede da empresa e à direita, a apresentadora Leilane Neubarth entrevistando no estúdio um convidado economista. Foi triste.

No palco e sentados à mesa ladeando Bendine (atual presidente), 7 diretores da empresa. Semblantes fechados e contraídos. Um não olhava para o outro. Vez ou outra algum deles se mexia na cadeira ou fazia leve movimento com a cabeça. Todos estavam estáticos. Todos cabisbaixos. Todos abatidos. Intencionalmente ou não, foi fúnebre.

MILAGRE, VALORES E CRIME

Mas não era para ser diferente.Contritos e envergonhados, preconcebidamente ou não, eles estavam lá para explicar o rombo de R$ 21,6 bilhões que a estatal sofreu em 2014. Coube a Bendine abrir a exposição. Garantiu que desde ontem o milagre da moralidade e da lisura se operou na empresa. É garantia difícil, impossível mesmo, de merecer crédito, vez que a administração pública federal continua com o mesmo PT que dilacerou a empresa.

“A partir daqui a Petrobras volta a garantir a credibilidade de seu relacionamento com credores e investidores na apresentação dos valores da companhia”, disse Bendine. O substantivo “valor”, que o atual presidente empregou no plural (“valores da companhia”), é óbvio que não se refere ao símbolo, à importância histórica da Petrobras, para o Brasil e para o mundo. Nem muito menos ao tentos e feitos alcançados pela empresa ao longo da sua existência, que são valores sim, mas imateriais.

Aquela locução “valores da companhia” referiu-se a dinheiro, cifra, balanço-contábil, que a empresa havia apresentado antes, mentirosamente, e que, por causa disso – e sem levar em conta a corrupção – também destruiu a credibilidade da Petrobras perante credores e investidores. Essa é a tradução lógica. É uma confissão de culpa e da assunção de responsabilidades. E também da prática do crime, da administração passada, de falsidade ideológica previsto no artigo 299 do Código Penal,que pune com reclusão de 1 a 5 anos e multa quem “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”.

CAPITALIZAÇÃO DO DESFALQUE

Tanto é verdade que a alta cúpula da Petrobras reconheceu ontem que o prejuízo global de R$ 21,6 bilhões também decorreu “da baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente no âmbito da Operação Lava Jato (R$ 6,2 bilhões)”. E foi dito mais: “Que o 3º trimestre de 2014 foi apurado prejuízo de R$ 5,3 bilhões. A diferença em relação ao lucro líquido divulgado em 27.1.2015 de R$ 3,1 bilhões reflete a baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente no âmbito da Operação Lava Jato (R$6,2 bilhões)”. Ora, capitalizar é juntar e somar dinheiro. Então o volumoso desfalque foi contabilizado como se não tivesse ocorrido?

DIREITO DOS ACIONISTAS

Está previsto na Lei das Sociedades Por Ações (§§ 3º e 4º, artigo 159, Lei 6404/76) que o pressuposto para a propositura de ação de responsabilidade civil contra os administradores de sociedade anônima, quer pela própria sociedade, quer por acionista, é a deliberação prévia em assembleia, o que até o momento não se tem notícia ter ocorrido. Mas a dependência assemblear não é absoluta e impeditiva para que acionistas, individual ou coletivamente, entrem com ações reparatórias de danos contra seus ex-administradores, com o fim de obter o ressarcimento do prejuízo causado ao patrimônio social, seja por terem agido com culpa ou dolo, seja por terem violado a lei ou o estatuto, conforme decidiu a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao julgar o Recurso Especial nº 279.019, Relator Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, em 13.3.2001 e publicado no Diário de Justiça da União em 28.5.2001.

No caso da Lava Jato, os dirigentes, já identificados, processados, presos e sentenciados, agiram com dolo intenso e violaram a lei e o estatuto da Petrobras. Tudo isso, somado ao reconhecimento, público e oficial da responsabilização da empresa, tal como ocorreu na exposição de ontem no auditório da sua sede, é o suficiente e o bastante para que os acionistas prejudicados, no Brasil, nos Estados Unidos e em outro qualquer país, vençam suas ações reparatórias do dano. Não é preciso aguardar a convocação e realização de assembleia para este específico fim. Cada um deve agir por conta própria.

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Imagens: Luciano Lellys

O reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes, recebeu o reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Junior, para ouvir a experiência de autonomia financeira daquela instituição de ensino superior.

O paraibano explicou que somente a autonomia financeira garante a eficiência administrativa da universidade. “Eu acredito que a experiência da UEPB mostrou que talvez este seja o único caminho para consolidar as universidades estaduais porque as federais sofrem ano a ano com os contingenciamentos. Nos estados, o problema é que cada governo quer moldar a universidade ao seu modelo de gestão. Isso é ruim porque a grande marca de uma instituição de ensino superior é a autonomia financeira, que é um meio para as outras autonomias que ficam seriamente prejudicadas”, declarou.

Ele explicou que, com a autonomia financeira, a universidade estadual fica com mais responsabilidades, mas não se torna um ente à parte do Estado. “O diferencial com a autonomia financeira é que a universidade não pode se comparar com uma secretaria de governo porque tem uma complexidade própria. A ideia que nós defendemos sempre é que a universidade não se constitua num estado dentro do estado. O que queremos é mais responsabilidade ainda”, frisou.

Outro ponto positivo da experiência paraibana foi o fim das greves. “Com a autonomia financeira houve uma extinção das greves. Com essa mudança o reitor passou a ter a responsabilidade de negociar com os sindicatos. As greves só voltaram a acontecer quando o governo mexeu na autonomia financeira”, declarou.

O reitor Rangel Junior explicou que a UEPB deu um salto em termos de crescimento após se tornar financeiramente autônoma. “Saímos de 11 mil estudantes para 19 mil. Tínhamos quatro câmpus (explicou que aportuguesou o termo) para oito, dobramos de tamanho. Expandimos em tudo. Em seis anos, atraímos mais recursos externos do que em todos os anos anteriores”, destacou.

Ele aconselhou que a UERN se torne politicamente unida para ter forças de conquistar a autonomia financeira. “Todo o processo foi resultado de negociação política que faz parte de tudo em nossa vida. A nossa experiência mostra isso. Foi um grande processo de unidade política com a ajuda de DCE, do sindicato dos docentes, dos servidores, bancadas federal e estadual. Foi feito um trabalho muito amplo nesse sentido. O único caminho é uma grande aliança política com todos os setores. É preciso ter uma trégua”, acrescentou.

O reitor Pedro Fernandes explicou que com a autonomia financeira será mais fácil planejar as ações da Universidade. “A gente não gozar de uma autonomia financeira é não saber o que eu vou pagar amanhã. Nós temos um valor e não há regularidade nos repasses. Não termos essa condição de saber o que a gente pode fazer de novo em curto, médio e longo prazo. Isso impede um planejamento mais ousado”, analisou.

Sobre a visita do reitor Rangel Junior, o reitor Pedro Fernandes disse que se constitui em um marco para a UERN. “Existe uma discussão a longo prazo. A presença do professor Rangel é um marco. Nós temos um documento entregue ainda na gestão de Milton Marques. A ADUERN está fazendo um estudo para discutir conosco. É preciso essa coesão da comunidade em torno desse projeto e nós estamos discutindo isso. Agora a gente precisa concretizar esse desejo”, disse.

AGECOM/UERN

Nathalia Passarinho

Do G1, em Brasília

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Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (22), por 34 votos a favor e 31 contra, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz para 20 o número de ministérios. Atualmente, com a recente extinção da Secretaria de Relações Institucionais, o governo Dilma Rousseff possui 38 ministérios.

A CCJ avalia apenas a “admissibilidade” das propostas, ou seja, se o texto não fere a Constituição e o ordenamento jurídico brasileiro. Agora, a PEC será analisada por uma comissão especial destinada a dar parecer sobre o conteúdo da proposta.

Em seguida, o texto terá de ser votado em dois turnos no plenário da Câmara, onde são exigidos em cada votação, ao menos, 308 votos favoráveis, do total de 513 deputados. Depois, o projeto precisa passar pela CCJ do Senado e mais duas votações no plenário, onde são exigidos 49 votos entre os 81 senadores.

RN Sustentavel

Imagem: Luciano Lellys

Três empresas apresentaram propostas para a elaboração dos projetos arquitetônicos e de engenharia do Hospital/Ensino Materno Infantil de Mossoró, que será construído pelo Governo do Estado com recursos do Banco Mundial, dentro do “RN Sustentável”, no Campus da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Entre elas, duas são internacionais, sendo de Portugal e da Espanha. A outra concorrente é de São Paulo.

A informação foi dada na manhã desta quarta-feira, 22, pela coordenadora do Programa RN Sustentável, Ana Guedes, ao reitor Pedro Fernandes, em reunião realizada na Reitoria da UERN. Ana Guedes disse que as propostas técnicas foram submetidas ao Banco Mundial e que até o fim desta semana deve ser marcada a abertura das propostas financeiras para a elaboração dos projetos. A previsão é que dentro de dois meses, segundo ela, o contrato com a empresa vencedora da licitação seja assinado.

Ana Guedes explicou que paralelamente ao processo licitatório para a contratação da empresa, a Secretaria de Saúde do Estado está elaborando o programa de necessidades dos hospitais do Estado, estando incluído o Hospital Materno-Infantil de Mossoró. Ela adiantou que serão convocados prefeitos, conselhos municipais e entidades da área da saúde para juntamente com o governo e a UERN apresentarem sugestões para o Hospital.

O reitor Pedro Fernandes informou que logo depois da audiência com o secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, e com a coordenadora do programa na Sesap, Ana Pêta, em Natal, ele se reuniu com a secretária municipal de saúde, Leodise Cruz, para tratar do hospital que deverá contar com a parceria da Prefeitura de Mossoró.

O Hospital Materno Infantil de Mossoró é a maior obra do Programa RN Sustentável na àrea da saúde, envolvendo recursos da ordem de R$ 17 milhões. Serão 130 leitos, sendo 30 de UTI (neo-natal, pediátrico e adulto).

Referência – A coordenadora do RN Sustentável, Ana Guedes, visitou a UERN para tratar, além do Hospital/Ensino Materno Infantil, do primeiro escritório territorial do programa no Estado que será instalado em Mossoró. O escritório funcionará no prédio da Reitoria. “Nosso escritório ficará aqui pela parceria com a UERN”, ressaltou, citando como outra vantagem, a localização, que é no centro da cidade.

“A UERN é do Estado e mesmo tendo seu papel definido, que é a formação profissional, tem capacidade instalada para contribuir para o desenvolvimento do Estado”, afirmou o reitor Pedro Fernandes. O escritório regional vai atender 14 municípios do Oeste Potiguar e das regiões do Vale do Açu e salineira (Costa Branca), segundo o articulador, Francimar Câmara.

AGECOM/UERN

CCJ decide número de Ministérios

Categoria: Geral

22 abr 2015

Carolina Gonçalves
Agência Brasil

Os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) marcaram para hoje a decisão sobre o número de ministérios que o governo pode ter. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 299/13, que trata do assunto, não avançou no colegiado nas primeiras tentativas de votação da admissibilidade do texto.

Na última sessão, o texto provocou bate-boca de mais de três horas e teve, como único avanço, o acordo firmado entre os líderes para que a matéria seja definitivamente votada no retorno do feriado de Tiradentes.

A base governista resiste ao texto e rebate o argumento de que a limitação de ministérios significaria grandes cortes nas contas públicas. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), disse que existe uma divergência profunda.

Ele chegou a classificar a PEC de estrupício. “[A proposta] invade a competência privativa do Executivo. Isto virou uma disputa política e a CCJ não pode servir a esse papel”, disse.

DELGADO SE OPÕE

Da oposição, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), fez coro ao governo. Na última quinta-feira, enquanto atacava a base governista na CPI da Petrobras em uma sala, defendia a derrubada da PEC na CCJ. “Estou me dividindo para tentar ajudar o governo nesta questão, que considero inconstitucional”, explicou.

O autor da proposta é o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apresentou o texto em 2013. Segundo ele, o número máximo de ministérios deve ser 20 e não os atuais 39. “Temos o intuito de sinalizar para a sociedade que o gasto público com a máquina administrativa terá limite. Acreditamos que 20 ministérios, que reduz em 50% o atual tamanho da administração direta, atende bem às necessidades”, explicou o peemedebista.

CORTAR GASTOS

A proposta de Cunha deixa para o Executivo o detalhamento sobre distribuição, composição e atribuição das pastas. Ele explicou que a Constituição define que a criação ou extinção de ministérios é exclusiva do Poder Executivo, mas o novo texto inclui um teto para isso.

Cunha tem o apoio de parte da oposição e do relator da PEC na comissão, deputado André Moura (PSC-SE). Ele acredita que o governo precisa reduzir e qualificar gastos. Para Moura, a aprovação é importante neste momento em que se discute medidas de ajuste fiscal para equilíbrio da economia brasileira.

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo
Estadão

Ex-diretor-Petrobras-Paulo-Roberto-Costa-201403200001

youssef

A Justiça Federal condenou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro oriundo de desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), no município de Ipojuca, Pernambuco – emblemático empreendimento da estatal petrolífera alvo da Operação Lava Jato.

Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato, não recebeu perdão judicial e pegou 7 anos de 6 meses de reclusão. Deste total serão descontados os períodos em que ficou preso na PF e em regime domiciliar, que cumpre desde outubro de 2014, com tornozeleira eletrônica.

Além de Costa, foram condenados o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, e outros seis investigados, entre eles o empresário Márcio Bonilho, do Grupo Sanko Sider. Delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa está em prisão domiciliar desde outubro de 2014. Em seus depoimentos ele escancarou o esquema de corrupção na Petrobrás e revelou o envolvimento de deputados, senadores e governadores no recebimento de dinheiro ilícito.

SUPERFATURAMENTO

Segundo a denúncia, houve desvios de dinheiro público na construção da Refinaria, por meio de pagamento de contratos superfaturados a empresas que prestaram serviços direta ou indiretamente à Petrobrás, entre 2009 e 2014. A obra, orçada inicialmente em 2,5 bilhões de reais, teria alcançado atualmente o valor global superior a 20 bilhões de reais.

Costa pediu perdão judicial pela colaboração que prestou, mas o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, não concedeu o benefício.

“A pena privativa de liberdade de Paulo Roberto Costa fica limitada ao período já servido em prisão cautelar, com recolhimento no cárcere da Polícia Federal, de 20 de março de 2014 a 18 de maio de 2014 e de 11 de junho de 2014 a 30 de setembro de 2014, devendo cumprir ainda um ano de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, a partir de 1.º de outubro de 2014 e mais um ano contados de 1.º de outubro de 2015, desta feita de prisão com recolhimento domiciliar nos finais de semana e durante a noite”, decretou o juiz.

REGIME SEMIABERTO

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1.º de outubro de 2015, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, impõe a sentença.

A partir de 1.º de outubro de 2016, Costa irá para o regime aberto pelo restante da pena a cumprir, “em condições a serem oportunamente fixadas e sensíveis às questões de segurança”.

A Receita Federal intimou 80 mil pessoas físicas com indícios de infrações cometidas na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

As investigações são relativas às declarações de 2012, 2013 e 2014 (ano-calendário 2011, 2012 e 2013). Este ano, serão executados aproximadamente 280 mil procedimentos de fiscalização de pessoas físicas, informou o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung.

JORIO NOGUEIRA E MILTON MARQUES

A Câmara Municipal de Mossoró começa a transmitir a partir dessa quarta-feira, 22, as Sessões Ordinárias através da TV Câmara, na TV Cabo Mossoró – TCM.

O acerto foi oficializado na tarde desta segunda-feira, 20, entre o presidente do Poder Legislativo, vereador Jório Nogueira (PSD) e o diretor presidente do Sistema TCM de Comunicação, Milton Marques de Medeiros.

Durante a reunião, que teve as participações do diretor de Comunicação da Câmara Municipal, jornalista Carlos Skarlack e o publicitário Neto Queiroz, diretor da agência Quixote, responsável pela publicidade do Legislativo, ficou definido que a partir de quarta-feira (22), a TV Câmara entra no ar, no Canal 12, em fase experimental.

“Em um prazo de 30 dias, depois da homologação da ANATEL, será anunciado o canal em que a TV Câmara funcionará em definitivo”, informou o vereador Jório Nogueira.

Os equipamentos necessários para que a TV Câmara entre no ar foram montados na tarde desta segunda-feira, 20, por técnicos da Câmara Municipal de Mossoró e da TV Cabo Mossoró – TCM.

Assessoria de Imprensa

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Imagem: ASCOM/UEPB

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) recebe a visita do reitor da Universidade do Estado da Paraíba (UEPB), na próxima quinta-feira, 23. O professor Rangel Júnior atende convite do reitor Pedro Fernandes para apresentar a experiência da autonomia financeira adotada pela UEPB, em 2004.

O reitor da UEPB vai expor todo o processo de conquista da autonomia ao Conselho Universitário (CONSUNI), que que foi convocado extraordinariamente para debater o tema. No mês passado, o reitor Pedro Fernandes esteve na instituição paraibana acompanhado dos pró-reitores de Planejamento Fátima Raquel Rosado Morais e Adonias Vidal de Medeiros Júnior (Adjunto). Na ocasião, ouviu relato sobre a autonomia implantada pela UEPB e fez convite ao reitor para vir à UERN. “A autonomia financeira da UERN se configura em nosso grande desafio”, afirmou o reitor Pedro Fernandes.

A reunião do CONSUNI será realizada na sala dos Conselhos ( prédio da Reitoria), a partir das 9h.
Coletiva – O reitor Rangel Júnior concederá entrevista à imprensa, ás 8h30, no gabinete do reitor Pedro Fernandes. Em seguida, fará exposição sobre a autonomia financeira da UEPB para os conselheiros da UERN (CONSUNI).

AGECOM/UERN

defato.com

edvaldo

O empresário Edvaldo Fagundes deve ser solto de imediato, juntamente com os outros nove presos na terceira fase da “Operação Salt”. A determinação é do desembargador Paulo Machado Cordeiro, do Tribunal Regional Federal – 5ª Região, com sede em Recife (PE).

O desembargador concedeu liminar impetrado pelos advogados do empresário, determinando o cumprimento de forma imediata.

Edvaldo Fagundes estava preso desde a manhã de hoje (20), quando se entregou juntamente com o filho Rodolfo Fagundes.

Os outros membros da família Fagundes e funcionários do empresários haviam sido presos na última sexta-feira (17), por determinação da Justiça Federal. Todos são acusados de participação no esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, supostamente comandados pelo empresário Edvaldo Fagundes.

Estavam presos:

1. Edvaldo Fagundes de Albuquerque

2. Ana Catarina Fagundes de Albuquerque

3. Edvaldo Fagundes de Albuquerque Filho

4. Eduardo Fagundes de Albuquerque

5. Rodolfo Leonardo Soares Fagundes de Albuquerque

6. Zulaide de Freitas Gadelha

7 – Tupinambá de Paiva Carvalho

8 – Miguel Ângelo Barra e Silva

Isadora Peron
Estadão

Apesar de estar próximo da presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tem perdido força dentro do núcleo decisório do poder e não está na linha de frente da tentativa do governo de recuperar terreno em meio à crise.

Logo depois de chegar à Casa Civil, em fevereiro de 2014, Mercadante conquistou ares de superministro. Mas, nestes primeiros quatro meses do segundo mandato de Dilma, foi obrigado a compartilhar poder.

Boa parte das críticas do PT ao modelo de coordenação política adotado por Mercadante parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro é apontado como responsável pela estratégia de criar um novo núcleo governista, dando mais poderes ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), e ao então ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), como forma de reduzir a dependência da presidente em relação ao PMDB. Diante da ameaça, o aliado reagiu e começou a impor uma série de derrotas ao governo no Congresso Nacional.

A antipatia do PMDB em relação a Mercadante também aumentou depois de ele ter atuado nos bastidores contra a eleição tanto de Renan Calheiros (AL) para a presidência do Senado quanto de Eduardo Cunha (RJ) para a da Câmara.

LULA EM AÇÃO

Com o agravamento da crise, Lula, nome natural do PT para 2018, acabou por convencer Dilma a afastar o ministro da articulação política e entregar essa função exclusivamente ao vice-presidente Michel Temer. Antes, o ex-presidente chegou a sugerir que a presidente tirasse Mercadante da Casa Civil e o substituísse pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, mas Dilma não quis abrir mão daquele que tem sido um dos seus mais fiéis aliados.

Foi a presidente que alçou Mercadante à condição de ministro, primeiro da Ciência e Tecnologia, depois da Educação e, por fim, da Casa Civil. Apesar de ter ocupado a liderança do PT no Senado, o petista nunca foi visto pelos seus pares como um articulador habilidoso. Essa fama de poucos amigos, de quem raramente dá “bom dia”, não ajudou nas negociações com o Congresso, criando um limbo na relação entre as duas Casas e o Planalto.

A escolha do deputado Pepe Vargas (PT-RS) para a Secretaria de Relações Institucionais também se mostrou equivocada. O resultado foi sua rápida passagem pela pasta, sendo realocado na semana passada para a de Direitos Humanos.

OSTRACISMO

Antes escalado por Dilma para ser a voz do governo em todas as ocasiões, Mercadante agora vem sendo preterido por outros nomes, como o do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a presidente recorreu na sexta-feira para defendê-la da ofensiva da oposição, que tem ameaçado abrir um processo de impeachment contra a petista. Também foi Cardozo que, na primeira grande manifestação deste ano contra o governo, no dia 15 de março, foi à TV dar a avaliação do Planalto sobre os protestos.

No último mês, Mercadante também perdeu o protagonismo para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre as questões econômicas, já que ele não conseguiu avançar nas negociações para aprovar o pacote de ajuste fiscal. Levy, por outro lado, tem encontrado as portas abertas para conversar tanto com Renan quanto com Cunha.

Vera Rosa
O Estado de S.Paulo

joao santana

O governo decidiu adotar nova estratégia para enfrentar o agravamento da crise política. Surpresa com o movimento da oposição para revestir de legalidade a tese do impeachment, a presidente Dilma Rousseff traçou um roteiro de emergência para tirar o governo das cordas. Além de forte ofensiva de marketing, com campanhas na TV para mostrar que o governo não está parado, a reação prevê a “pronta resposta”, em contraste com o silêncio dos primeiros meses do segundo mandato, e uma distância regulamentar do PT.

Dilma reuniu ministros no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, e deu a senha para o contra-ataque. Na avaliação do governo, é preciso demonstrar a “total falta de amparo jurídico” no discurso do impeachment e, ao mesmo tempo, criar uma espécie de “cordão sanitário” em torno do Planalto, para proteger a presidente dos sucessivos escândalos de corrupção.

A preocupação dos conselheiros de Dilma é com as suspeitas, alimentadas pela Operação Lava Jato, de que o dinheiro arrecadado pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tenha chegado de alguma forma ao comitê da reeleição. Vaccari foi preso pela Polícia Federal e obrigado a se afastar do cargo.

“Todo o processo de arrecadação financeira foi coordenado por mim e se deu dentro da legalidade”, alegou o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma, em 2014. “Não houve nada informal.”

“Falar em impeachment é mais uma tentativa de manter viva uma chama que não existe, porque não tem vela”, ironizou o titular da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams. Questionado sobre ações jurídicas para barrar pedidos com esse teor, Adams respondeu: “Não luto contra fantasmas”.

NO RÁDIO, NA TV E NA INTERNET

Propaganda. Para reagir à crise, o governo vai inaugurar, a partir de maio, a temporada de propagandas no rádio, na TV e na internet. Uma delas, com o mote “Ajustar para Avançar”, explicará as medidas do ajuste fiscal. Outra campanha, intitulada “Dialoga, Brasil”, incentivará a população a escolher as prioridades do governo no Plano Plurianual. Além disso, o Planalto lançará uma ofensiva regional para divulgar programas sociais bem avaliados, como Minha Casa, Minha Vida. “Queremos que a informação sobre nossas ações chegue sem ruídos, para que todos saibam onde o dinheiro dos impostos está sendo gasto”, disse Edinho Silva.

DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS

Em outra frente, o Planalto iniciará a distribuição dos cargos de segundo escalão aos aliados. Estão na lista cadeiras em estatais e agências reguladoras, como a Anvisa. A articulação política com o Congresso é coordenada pelo vice Michel Temer e será reforçada pelo novo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O diagnóstico do Planalto é que sua base de sustentação no Congresso está “instável” e propensa a traições. A força-tarefa para debelar a crise inclui o corpo a corpo no Senado, por onde passará a indicação de Luiz Edson Fachin para Supremo Tribunal Federal.

o Grupo Latam Airlines, formado pelas companhias LAN e TAM implantará um centro de voos internacionais e nacionais – conhecido como hub – na região Nordeste. E apenas três cidades estão na disputa: Natal, Fortaleza e Recife. A capital vencedora será beneficiada com voos diretos para países da América do Sul e Europa.

Diante dessa notícia, o governador Robinson Faria já entrou em contato com a presidente e o vice-presidente comercial da TAM Airlines, Cláudia Sender e Basílio Dias, respectivamente, para agendar reunião. A intenção é apresentar as vantagens tanto técnicas do novo Aeroporto Internacional Aluízio Alves, quanto os benefícios da geografia privilegiada da capital potiguar, localizada na esquina do Continente e mais próxima da Europa.

“Estamos confiantes de que Natal tem total capacidade para sediar esse hub. Os critérios de localização geográfica, infraestrutura aeroportuária, potencial de desenvolvimento e competitividade de custos se encaixam perfeitamente no que temos a oferecer”, frisa o titular da pasta estadual de Turismo, Ruy Gaspar. “Fundamentalmente temos o melhor aeroporto, localizado em área de franca expansão, e a melhor localização geográfica”, ressalta.

Ele e o governador estiveram no escritório da TAM em são Paulo, no mês de fevereiro, para oferecer a redução do ICMS no querosene de aviação. “O Rio Grande do Norte não só é o Estado com maior capacidade de desenvolvimento, como também o de turismo mais ascendente e um aeroporto com capacidade de expansão até 70 milhões de passageiros, correspondente ao aeroporto de Madrid (Espanha)”, acrescenta o secretário.

Ruy Gaspar lembrou ainda que o Aeroporto Aluízio Alves é o único entre os três equipamentos aeroportuários em disputa com possibilidade de acrescentar mais uma pista de pouso e decolagem com a mesma dimensão da atual. “É importante lembrar que apenas com esse novo aeroporto Natal foi lembrado pelo Grupo Latam. Se mantivéssemos o antigo aeroporto Augusto Severo não haveria a menor chance”, conclui Ruy Gaspar.  

A previsão de escolha da capital que sediará o novo hub é até o fim deste ano. Logo em seguida tem início a implementação do centro. A estimativa é que o início das operações ocorra em dezembro de 2016. As operações do novo hub serão realizadas com a frota que o Grupo Latam já tem contratada. Os destinos à América do Sul, Europa e Brasil serão definidos ao longo do processo de implementação.

QUADRO COMPARATIVO ENTRE AEROPORTOS DE NATAL, RECIFE E FORTALEZA

NATAL

- Área Patrimonial: 15.000.000 m²

- Pista pouso e decolagem: 3.000mx60m

- Pista de taxiamento: 3.000mx60m

- Pátio de aeronaves: 150.000,00m²

- Pontes de embarque: 8 (com capacidade de operar aeronaves classe F)

- Terminal de passageiros: 42.000,00m² (primeiro modulo)

- Total de passageiros anos atual: 6,2 milhões de passageiros ano (capacidade de expansão até 70 milhões de passageiros)

 

RECIFE

- Área Patrimonial: 4.229.140,00 m²

- Pista pouso e decolagem: 3.000mx45m

- Pátio de aeronaves: 110.000m² (sem capacidade de expansão)

- Pontes de embarque: 11

- Terminal de passageiros: 52.000,00m² (sem capacidade de expandir)

- Total de passageiros anos atual: 5 milhões de passageiros ano.

 

FORTALEZA

- Patrimonial: 5.000.000 m²

- Pista pouso e decolagem: 3.000mx60m

- Pátio de aeronaves: 134.000,00m²

- Pontes de embarque: 7

- Terminal de passageiros: 35.000,00m² (primeiro modulo)

- Total de passageiros anos atual: 6,2 milhões de passageiros ano

Ninguém sobrevive da enganação

Categoria: Geral

19 abr 2015

Carlos Chagas

regulamentar-a-midia-pt-040911-newtonsilva-humor-politico

Uma das maiores distorções dos tempos modernos refere-se à comunicação social. Quando um governo vai mal, por conta de suas próprias limitações, defeitos e incompetência, a primeira desculpa que se ouve é de que perdeu a batalha da comunicação, como se informações e campanhas publicitárias tivessem o dom de varinhas de condão. Se não há o que informar ou promover, mas, ao contrário, se os malfeitos dão a tônica, de que maneira aceitar o canhestro raciocínio?

Vivemos um desses períodos, onde os donos do poder sustentam ser a imprensa a responsável por seus fracassos. É claro que a mídia erra, comete equívocos e até desatinos. Mesmo assim, torna-se incapaz de alterar a natureza das coisas. Além de existir a lei, para os abusos praticados. Basta ler a Constituição, em variados artigos. Ela garante a liberdade e coíbe os abusos.

Em preparação ao seu novo Congresso Nacional, o PT dá sinais de que investirá outra vez contra os meios de comunicação, culpando-os pela péssima imagem do partido e do governo. Por isso estão reavivando a proposta da regulamentação da mídia. Prometem não se imiscuir no conteúdo das notícias e não explicam direito o que pretendem. Mas só pode ser a imposição de suas versões e a limitação do direito de cada jornal, revista, rádio ou televisão divulgarem o que imaginam ser da preferência de leitores, ouvintes e telespectadores. Porque um princípio maior rege a atividade dos meios de comunicação: cair no gosto da sociedade. Caso contrário, não faturam e vão à falência.

Se transformados em boletins dos detentores do poder, não despertarão a curiosidade do público. Há perigo nessa concepção própria do sistema capitalista, capaz de estimular a manipulação dos temas a ser apresentados, mas ainda é o menos pior, porque a contrapartida seria a imposição de material rejeitado pela maioria. Nem se fala da censura, que vivemos de quando em quando, o mais deslavado mal capaz de ser praticado contra a mídia e contra a sociedade.

UM URUBU SOBRE NÓS

Dificilmente o Legislativo aprovará a tal regulamentação sustentada pelo PT, que outra vez voa sobre nós como um urubu em busca de carniça. Estivesse o partido cumprindo suas promessas, mudando e aprimorando o regime e as instituições, jamais os companheiros cogitariam da aplicação dessa lei celerada que apresentam como pretexto para a incompetência de seu governo. Vale aquela máxima de Lincoln, de que é possível enganar a todos por pouco tempo, ou a poucos por todo o tempo, mas jamais a todos por todo o tempo. Nem para a imprensa, nem para o poder público, será possível sobreviver da enganação.

Começou neste sábado, 18, o 14º Fórum de Comandatuba, na Bahia, com políticos e empresários influentes de todo o Brasil. O governador Robinson Faria, que já está no local do evento, fará uma explanaçãohoje sobre as potencialidades e atratividades do Rio Grande do Norte.

O evento é promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente conta com 1.600 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), o que representa 52% do PIB privado brasileiro. O Fórum de Comandatuba debaterá nesta edição “O Papel dos Líderes no Desenvolvimento Econômico e Social na América Latina”, com a presença dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Vicente Fox (México), Luis Alberto Lacalle (Uruguai) e Jorge Quiroga (Bolívia).

“O Rio Grande do Norte não poderia ficar de fora desta discussão tão importante para o avanço econômico do Brasil e da América Latina. As empresas privadas têm a força de alavancar a economia de uma região, mas antes temos que torná-la atrativa ao empresariado. E é isso que pretendemos fazer em nosso Estado”, destacou o governador Robinson Faria, que ficará no evento até esse domingo, 19.

O Fórum segue até o próximo 21 de abril, no Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba.

ASSECOM/RN

Carlos Newton

cristovam-1

Os seis senadores do PDT querem que o partido deixe de participar da coalizão que apóia o governo. Dois deles já manifestaram publicamente esta posição – Cristovam Buarque e Antonio Reguffe, ambos eleitos no Distrito Federal. “Os outros quatro senadores também querem. Falta Lupi”, disse Buarque no Twitter, referindo-se ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, que sempre defendeu a tese de que o PDT tem de continuar atrelado ao governo.

Mas nos últimos dias começaram a circular informações de que o próprio Lupi já estaria disposto a retirar o PDT da base aliada, o que significaria entregar o Ministério do Trabalho e alguns postos em estatais.

Os outros senadores que defendem o desligamento da base aliada são Acir Gurgacz (RO), Lasier Martins (RS), Telmário Mota (RR) e Zeze Perrela (MG). Em reportagem a respeito, o Estadão assinalou que na Câmara a bancada está dividida, como ficou evidenciado semana passada, durante a votação do projeto que amplia as possibilidades de terceirização. O texto opõe sindicalistas, contrários à nova lei, e empresários, que querem reduzir os gastos de pessoal. A principal crítica dos sindicalistas é a abertura à terceirização de atividades-fim.

Dos 18 deputados pedetistas que participaram da última votação, apenas cinco foram contrários ao texto base do projeto de lei: Damião Feliciano (PB), Marcelo Matos (RJ), Marcos Rogério (RO), Subtenente Gonzaga (MG) e Wolney Queiroz (PE).

A confusão é total, porque o governo federal se manifestou contra o projeto e a própria presidente Dilma Rousseff já deu declarações contra a aprovação e deve vetar a nova lei, caso o Senado a aprove. O senador Cristovam Buarque, embora defenda que o partido se desligue da base aliada, disse no Twitter ser uma “vergonha” o PDT ter votado na Câmara a favor do projeto da terceirização.

CRISTOVAM AVISOU

A reportagem do Estadão lembra que o senador, que foi ministro da Educação no início do primeiro governo Lula, desde 2006 (primeiro ano do segundo mandato de Lula)já alertava que o PDT corria riscos ao compor o governo. “Quando em 2006 o PDT entrou no governo Lula, avisei que tomávamos veneno histórico, e agora, oito anos depois, PDT sente os efeitos”, disse Buarque em outra mensagem publicada no Twitter. Nas trocas de informações com outros internautas, o parlamentar admitiu que “todo partido é balaio de gato”, mas que o “problema é ser balaio na garupa do PMDB/PT”.

DILMA DE JOELHOS

Cristovam Buarque tem feito críticas abertas ao governo. Em março, disse que a presidente Dilma Rousseff “está de joelhos diante de um grupo que comanda o Congresso, enquanto a oposição se diverte”. Na ocasião, disse também que está claro que não houve apenas uma “escorregadela” do governo na condução da economia, mas uma sequência de erros graves, envolvendo tarifas, desonerações, “descuido com a poupança” e “má gestão da infraestrutura”.

Sobre a gestão do governo na Educação, foi incisivo: “Pátria Educadora é a nação cuja sociedade valoriza educação e seu governo encarna esta vontade nacional. Não somos Pátria Educadora nem para a sociedade nem para o governo”.

DEPENDE DE LUPI

A decisão do partido depende do presidente Carlos Lupi, que não tem mandato, mas detém o controle da Comissão Executiva e do Diretório Nacional. Na verdade, a situação evoluiu a tal ponto que a manutenção do apoio do PDT ao governo se tornou apenas uma formalidade, porque na hora das votações em plenário, seja na Câmara ou no Senado, cada parlamentar do PDT votará de acordo com sua consciência ou seu interesse pessoal, digamos assim, como é comum na política brasileira, na maioria dos partidos.

Deu no Estadão

friboi

A quebra de sigilo fiscal da Limiar, controlada pelo ex-deputado federal do PT André Vargas, cassado em 2014 e preso na sexta-feira, 10, na 11ª fase da Operação Lava Jato, indicou que a JBS, a Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo, fez um repasse de pelo menos R$ 200 mil à empresa. Na decisão que ordenou a prisão preventiva do ex-parlamentar, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Lava Jato, afirmou que é necessário aprofundar as investigações, ‘não sendo possível afirmar por ora que (os pagamentos) eram destituídos de causa lícita’.

A Receita Federal registrou o repasse de R$ 200 mil em documento do ano retenção 2010. Na decisão, o juiz apontou que o quadro social da empresa Limiar é composto por André Vargas e pelo irmão Leon Vargas entre 2009 e 2012. A empresa teve um empregado registrado entre 2011 e 2012. Leon Vargas foi preso temporariamente na sexta-feira.

Nas eleições de 2014, a JBS repassou R$ 352 milhões a candidatos à Presidência, senadores e deputados. Desse montante, R$ 73 milhões foram destinados à campanha da petista Dilma Rousseff. A campanha do senador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, recebeu doações de R$ 48 milhões da JBS.

PRESTAÇÃO DE “SERVIÇOS”

“Outras empresas que efetuaram pagamentos para as empresas “Limiar” e “LSI” (em função de emissões de notas fiscais destas), supostamente tomadoras de serviços, deixaram de esclarecer à fiscalização que tipos de serviços foram prestados, seja pela “Limiar”, seja pela “LSI”, nem ao menos apresentaram contratos”, anotou o juiz da Lava Jato.

“Nesta situação temos, entre outras, Leograf Gráfica e Editora Ltda; Coronário Editora Ltda; JBS S/A; MCR Produções de Propaganda Ltda; Gráfica Aquarela S/A; Stilgraf Artes Gráficas; MPV7 Comércio e Serviços e TV Independência.”

Além da Limiar, André Vargas controlava a Solução em Serviços Empresariais Ltda. O quadro social da empresa é composto por Leon Vargas e Milton Vargas, outro irmão de André Vargas. A LSI não teve funcionários registrados.

“Segundo o Ministério Público Federal, há prova de que essas duas empresas teriam recebido, nos anos de 2010 e 2011, ‘remuneração por serviços não prestados por pessoas jurídicas que receberam recursos direta ou indiretamente da administração pública federal’”, diz Moro.

RECEITA-FEDERAL-JBS

Esta é a segunda citação à JBS envolvendo pagamentos a investigados pela Lava Jato. Em dezembro de 2014, a Polícia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma empresa-fantasma ligada a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater, que receberam depósitos no valor global de R$ 400 mil da JBS.

As contas estavam em nome de Gilson M. Ferreira Transporte ME, cujo “sócio” foi identificado como Gilson Mar Ferreira, estabelecido na periferia do município de São José dos Pinhais (PR), com capital social declarado de R$ 20 mil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Está faltando abrir a caixa-preta da Friboi no BNDES. Quando isso ocorrer, a opinião pública ficará sabendo como são manipulados bilhões de reais (note bem: são bilhões, mesmo) em benefício de uma única empresa(C.N.)

Matéria reproduzida na tribunadainternet.com.br

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